por bruno le kemon
CAPÍTULO XXVI: NOTA SOBRE A TRAJETÓRIA DE BRUNO IHA
Saindo dessa inscursão pelo mundo terrífico e sombrio da medicina alternativa voltemos ao nosso pomposo e heróico coadjuvante, Bruno Iha.
Antes de adentrar a casa de carlos albierto tivera impressão de estar sendo seguido por alguem, mas achou que era apenas mais um golpe de saudável paranóia e decidiu esquecer tal impressão. No entanto, desta vez ele estava certo. Estava sendo seguido. Era um estudante de cinema da SIENAC (Sociedade Inescrupulosa dos Exploradores de Nihilistas Através do Cinema).
Durante crises assim estes saíram pela região infectada para filmar pessoas, e assim tentar criar um filme de terror para apresentar como tese de conclusão de curso. tentavam filmar ao estilo do filme bruxa de blér. talvez ainda conseguissem vender o filme. era corriqueiro estes dias. alguns cidadãos que tentavam sobreviver ao caos na região até deixavam umas comidas de sobra para os cineastas que os seguiam. uns chegaram a adota-los e dividir os direitos pelo filme vindouro. normalmente estas pessoas tentavam fazer coisas heróicas e acrobáticas quando estavam sendo filmadas. muitas morreram assim.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Capítulo XXV
por bruno, le kemon
CAPÍTULO XXV: MAIS FORÇAS OBSCURAS
Sabem, o narrador de uma história sabe tudo. inclusive o que ue vai acontecer no futuro da história, obviamente. não é como um jornalista que trabalha num jornal. e sim, é verdade que muitas vezes o legendador gosta de fazer uns volumes 2 ou 3 ou em alguns casos 7 de um determinado livro só pra deixar o leitor curioso e dar mais dinheiro para o autor. mas sabemos que no mundo de hoje a tensão e o estresse são um problema. e sabemos que curiosidade e a ânsia por saber o final de um capítulo deixa todo o mundo mais agitado e estressado. então vamos revelar o final desta estória...
todo mundo morre no final. ou eles ficam vivos... mas de acordo com a natureza todos morrem, exceto bateria de celular. estas se suicidam muitas vezes por dia.
Continuando a história, havia um monte de organizações querendo se aproveitar dessa nova doença psicotrópica (psico pois afeta a mente principalmente, e trópica pois surgiu nos trópicos), no entanto poucas tinham alcance mundial como a que vamos falar agora.
Vocês devem estar pensando no governo dos EUA, na União Européia, no governo japonês (acostumado a lidar com problemas psico sociais), Ebay, ou o governo israelense. no entanto falamos de algo com mais contatos que a sua tia fofoqueira. tratamos dos Homeopatas. Têm-se aos montes no mundo. E têm uma associação mundial.
Qual é a dos homeopatas? Bem, eles tratam de curar as pessoas que os procuram. De fato o remédio deles funciona na maioria das vezes. No entanto demora o suficiente pra muitos desistirem e o suficiente para os que continuam o tratamento ficarem viciados nessas bolinhas doces. E bem, tem uma ciência por trás da homeopatia, mas a verdadeira sabedoria dela é dada somente aos que provam serem fiéis aos ideais do pacto da liga dos homeopatas, o PLACEHBO (Pacto da Liga Arqui-Corrupta dos Estelionatários Homeopatas pela Busca da Opulência).
Há uma verdadeira ciência médica por trás da homeopatia, queremos reiterar isso. No entanto os homeopatas e todos seus livros falam sobre a memória da água e outras coisas do subcosciente e de allan kardec. coisas completamente aleatórias. pois eles só querem salvar as pesoas não tão desconfiadas usando seus remédios, enquanto que as pessoas mais desconfiadas não acreditam nessa história de memória da água e etc, e vão se consultar com outros médicos menos alternativos.
Você acha que os médicos têm de fazer todo aquele malabarismo sobre remédios caros para quê? eles tem um acordo com as indústrias farmaceúticas. e outras vezes quando o caso parece ruim eles desacordam o paciente, fazem um corte em local aleatório, raso o suficiente pra cicatrizar sozinho, e enquanto isso ficam fazendo outras coisas [tem um documentário que trata da verdade por trás dos bastidores médicos. se chama E.R. os médicos na verdade só fofocam entre sí e ficam namorando as enfermeiras e outras médicas].
Qual é o motivo de só quererem salvar as pessoas menos desconfiadas? o motivo é fazer os humanos desconfiados morrerem logo se tratando com médicos convencionais, e só restarem as menos desconfiadas. é mais fácil mainpular as menos desconfiadas. eles então teriam todo o poder sobre o mundo e sobre a humanidade. o que pretendem fazer com esse poder? só vão pensar nisso depois que o ego deles ficar satisfeito.
Pois então, surge esse vírus. transforma humanos praticamente em animais. seria possível treinar tais animais para obedeceram a determinados donos. os principais homeopatas da PLACEHBO decidiram então fazer uma reunião no seu "quartel general", um restaurante vegetariano que escondia na seção de trás carne de avestruz aos convidados "especiais". sabe-se que o diretor dessa associação estava presente, então era algo importante a eles. seu nome era Marcius Riverball.
decidiram que usariam tal vírus para deixar todos os humanos animalescos e menos desconfiados. depois usariam algum artefato para adestrá-los, e assim tomar controle sobre a humanidade. fácil e simples. mais rápido e menos entediante que ficar atendendo senhoras de idade e hippies em seus consultórios de medicina alternativa.
CAPÍTULO XXV: MAIS FORÇAS OBSCURAS
Sabem, o narrador de uma história sabe tudo. inclusive o que ue vai acontecer no futuro da história, obviamente. não é como um jornalista que trabalha num jornal. e sim, é verdade que muitas vezes o legendador gosta de fazer uns volumes 2 ou 3 ou em alguns casos 7 de um determinado livro só pra deixar o leitor curioso e dar mais dinheiro para o autor. mas sabemos que no mundo de hoje a tensão e o estresse são um problema. e sabemos que curiosidade e a ânsia por saber o final de um capítulo deixa todo o mundo mais agitado e estressado. então vamos revelar o final desta estória...
todo mundo morre no final. ou eles ficam vivos... mas de acordo com a natureza todos morrem, exceto bateria de celular. estas se suicidam muitas vezes por dia.
Continuando a história, havia um monte de organizações querendo se aproveitar dessa nova doença psicotrópica (psico pois afeta a mente principalmente, e trópica pois surgiu nos trópicos), no entanto poucas tinham alcance mundial como a que vamos falar agora.
Vocês devem estar pensando no governo dos EUA, na União Européia, no governo japonês (acostumado a lidar com problemas psico sociais), Ebay, ou o governo israelense. no entanto falamos de algo com mais contatos que a sua tia fofoqueira. tratamos dos Homeopatas. Têm-se aos montes no mundo. E têm uma associação mundial.
Qual é a dos homeopatas? Bem, eles tratam de curar as pessoas que os procuram. De fato o remédio deles funciona na maioria das vezes. No entanto demora o suficiente pra muitos desistirem e o suficiente para os que continuam o tratamento ficarem viciados nessas bolinhas doces. E bem, tem uma ciência por trás da homeopatia, mas a verdadeira sabedoria dela é dada somente aos que provam serem fiéis aos ideais do pacto da liga dos homeopatas, o PLACEHBO (Pacto da Liga Arqui-Corrupta dos Estelionatários Homeopatas pela Busca da Opulência).
Há uma verdadeira ciência médica por trás da homeopatia, queremos reiterar isso. No entanto os homeopatas e todos seus livros falam sobre a memória da água e outras coisas do subcosciente e de allan kardec. coisas completamente aleatórias. pois eles só querem salvar as pesoas não tão desconfiadas usando seus remédios, enquanto que as pessoas mais desconfiadas não acreditam nessa história de memória da água e etc, e vão se consultar com outros médicos menos alternativos.
Você acha que os médicos têm de fazer todo aquele malabarismo sobre remédios caros para quê? eles tem um acordo com as indústrias farmaceúticas. e outras vezes quando o caso parece ruim eles desacordam o paciente, fazem um corte em local aleatório, raso o suficiente pra cicatrizar sozinho, e enquanto isso ficam fazendo outras coisas [tem um documentário que trata da verdade por trás dos bastidores médicos. se chama E.R. os médicos na verdade só fofocam entre sí e ficam namorando as enfermeiras e outras médicas].
Qual é o motivo de só quererem salvar as pessoas menos desconfiadas? o motivo é fazer os humanos desconfiados morrerem logo se tratando com médicos convencionais, e só restarem as menos desconfiadas. é mais fácil mainpular as menos desconfiadas. eles então teriam todo o poder sobre o mundo e sobre a humanidade. o que pretendem fazer com esse poder? só vão pensar nisso depois que o ego deles ficar satisfeito.
Pois então, surge esse vírus. transforma humanos praticamente em animais. seria possível treinar tais animais para obedeceram a determinados donos. os principais homeopatas da PLACEHBO decidiram então fazer uma reunião no seu "quartel general", um restaurante vegetariano que escondia na seção de trás carne de avestruz aos convidados "especiais". sabe-se que o diretor dessa associação estava presente, então era algo importante a eles. seu nome era Marcius Riverball.
decidiram que usariam tal vírus para deixar todos os humanos animalescos e menos desconfiados. depois usariam algum artefato para adestrá-los, e assim tomar controle sobre a humanidade. fácil e simples. mais rápido e menos entediante que ficar atendendo senhoras de idade e hippies em seus consultórios de medicina alternativa.
Enquete I
Em pesquisa feito junto ao leitores essa semana pudemos coletar dados sólidos que nos orientaram com segurança para a elaboração de um lista restrita com os personagens mais populares desta famigerada Estória. Seriam eles (não necessariamente nessa ordem):
1. Bruno Iha, o doce e inocente anti-herói que causou essa infinita tragédia
2. Julie Paramore, nossa polêmica e idolatrada cantora de Anarco-Pop, o maior Sex-Symbol de Texugo City
3. Kurt Kokain, um controverso viciado e líder espiritual
4. Marta Suplicy, a inescrupulosa piranha que governa o país a ferro e a fogo
Outros personagens populares: Lorena Heartcrasher, a rainha do pornô nacional; David Magalhães, o músico independente que consumiu o último cigarro de texugo city; Sacha, o urso vingador; Carina, a mãe de pompéia; Róbi, bom e velho Róbi; San Franchesco de Britto Croche, o estudante de direito 2.0 e Walter Ego, o limpa-trilhos do futuro.
1. Bruno Iha, o doce e inocente anti-herói que causou essa infinita tragédia
2. Julie Paramore, nossa polêmica e idolatrada cantora de Anarco-Pop, o maior Sex-Symbol de Texugo City
3. Kurt Kokain, um controverso viciado e líder espiritual
4. Marta Suplicy, a inescrupulosa piranha que governa o país a ferro e a fogo
Outros personagens populares: Lorena Heartcrasher, a rainha do pornô nacional; David Magalhães, o músico independente que consumiu o último cigarro de texugo city; Sacha, o urso vingador; Carina, a mãe de pompéia; Róbi, bom e velho Róbi; San Franchesco de Britto Croche, o estudante de direito 2.0 e Walter Ego, o limpa-trilhos do futuro.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Capítulo XXIV
por tito peçanha cabeção
CAPÍTULO XXIV: APOLOGIA DO USO DO CONCEITO "DROGA" NO CONTEXTO DO USO INTENSIVO E EXTENSIVO DE TRIBLIFICADORES EPIROGÊNICOS DE XINOFINATELIGININA (TEX's) PELA POPULACÃO TEXUGOCITOENSE
Versão condensada e simplificada da polêmica introdução da tese de pós-celestial-livre-docência homônima de Leopoldus Vitruvius Koptaedrus (Ilustríssimo Senhor Koptaedrus não admite artigos. Afirma que eles limitam sua infinita sabedoria), Professor Titular Vitalício da Academia Francesa de Filosofia Superior.
Hoje abri o jornal e estarrecido me deparei com a seguinte manchete:
"O TEX pode ser chamado de Droga? Uma droga não deveria dar alucinações ou barato ao invês de simplesmente tirar a vontade de viver com intensidade?"
Essa ridícula incerteza que por esses crepúsculos infames tem atormentado as mentes infinitamente pequenas de uma torrente de seres medíocres é tão absurdamente insignificante que não merece mais do que um diminuto punhado de palavras para ser inequivocamente respondida:
Se pensarmos que a palavra "Droga" é uma herença do conceito grego de Farmakon tão brilhantemente estudado por Jacques Derrida em sua brevíssima mas não por isso menos grandiosa obra "Farmakon, uma introdução", não haveria dúvidas de que os triblificadores epirogênicos de xinofinateliginina são, em todos os sentidos, uma Droga.
A idéia de "alucinação" só pode ser tão limitada quanto a mente primitiva que formulou essa questão. A tangibilidade realidade apriorística não é tão óbvia quanto gostariam os espíritos inferiores. O que é a realidade? O que é a alucinação?
O que interessa aos sublimes campos onde brotam as grandes e finas idéias não é uma questão semântica e vazia, tão pura quanto pobre, de como posicionar num já insuficiente e impreciso sistema classificatório os hábitos de Texugo City, mas um problema tão profundo e complexo quanto a própria condição humana: por que a população texugocitoense não consegue se manter sóbria?
Nunca com o prazer de quem busca a verdade me disporia a discutir se os triblificadores epirogênicos de xinofinateliginina são uma droga, um placebo ou um remédio mas um leve estremecimento de dúvida e sede de saber me percorreria se me interrogassem por que aqueles bravos homens de Texugo City que enfrentam com admirável heroísmo as maiores mazelas que nossa civilização já presenciou se renderam com tanta facilidade aos efeitos duvidosos de um comprimido feito à base do amianto de revestimento acústico?
Por que, ó nosso grande Aristóteles? Por que Descartes, Plotino e Kierkegaard?
Por que em Texugo City vimos um novo e bizarro alvorecer de um monetarismo burlesco, de um tabagismo grotesco e de uma pornografia degradante?
Por que num momento tão singularmente libertário aquelas mentes não foram capazes de se apegar senão às formas mais baixas e imperfeitas do dinheiro, do vício e da promiscuidade?
Ao invés de dispender nossa preciosa energia discutindo como enquadrar um evento excepcional no nosso generosamente imperfeito sistema de pensamento não deveríamos nos empenhar em mergulharmos nas riquíssimas peculiaridades desse momento para repensarmos nossos conceitos?
Triblificadores epirogênicos de xinofinateliginina são uma droga. O que é droga?
CAPÍTULO XXIV: APOLOGIA DO USO DO CONCEITO "DROGA" NO CONTEXTO DO USO INTENSIVO E EXTENSIVO DE TRIBLIFICADORES EPIROGÊNICOS DE XINOFINATELIGININA (TEX's) PELA POPULACÃO TEXUGOCITOENSE
Versão condensada e simplificada da polêmica introdução da tese de pós-celestial-livre-docência homônima de Leopoldus Vitruvius Koptaedrus (Ilustríssimo Senhor Koptaedrus não admite artigos. Afirma que eles limitam sua infinita sabedoria), Professor Titular Vitalício da Academia Francesa de Filosofia Superior.
Hoje abri o jornal e estarrecido me deparei com a seguinte manchete:
"O TEX pode ser chamado de Droga? Uma droga não deveria dar alucinações ou barato ao invês de simplesmente tirar a vontade de viver com intensidade?"
Essa ridícula incerteza que por esses crepúsculos infames tem atormentado as mentes infinitamente pequenas de uma torrente de seres medíocres é tão absurdamente insignificante que não merece mais do que um diminuto punhado de palavras para ser inequivocamente respondida:
Se pensarmos que a palavra "Droga" é uma herença do conceito grego de Farmakon tão brilhantemente estudado por Jacques Derrida em sua brevíssima mas não por isso menos grandiosa obra "Farmakon, uma introdução", não haveria dúvidas de que os triblificadores epirogênicos de xinofinateliginina são, em todos os sentidos, uma Droga.
A idéia de "alucinação" só pode ser tão limitada quanto a mente primitiva que formulou essa questão. A tangibilidade realidade apriorística não é tão óbvia quanto gostariam os espíritos inferiores. O que é a realidade? O que é a alucinação?
O que interessa aos sublimes campos onde brotam as grandes e finas idéias não é uma questão semântica e vazia, tão pura quanto pobre, de como posicionar num já insuficiente e impreciso sistema classificatório os hábitos de Texugo City, mas um problema tão profundo e complexo quanto a própria condição humana: por que a população texugocitoense não consegue se manter sóbria?
Nunca com o prazer de quem busca a verdade me disporia a discutir se os triblificadores epirogênicos de xinofinateliginina são uma droga, um placebo ou um remédio mas um leve estremecimento de dúvida e sede de saber me percorreria se me interrogassem por que aqueles bravos homens de Texugo City que enfrentam com admirável heroísmo as maiores mazelas que nossa civilização já presenciou se renderam com tanta facilidade aos efeitos duvidosos de um comprimido feito à base do amianto de revestimento acústico?
Por que, ó nosso grande Aristóteles? Por que Descartes, Plotino e Kierkegaard?
Por que em Texugo City vimos um novo e bizarro alvorecer de um monetarismo burlesco, de um tabagismo grotesco e de uma pornografia degradante?
Por que num momento tão singularmente libertário aquelas mentes não foram capazes de se apegar senão às formas mais baixas e imperfeitas do dinheiro, do vício e da promiscuidade?
Ao invés de dispender nossa preciosa energia discutindo como enquadrar um evento excepcional no nosso generosamente imperfeito sistema de pensamento não deveríamos nos empenhar em mergulharmos nas riquíssimas peculiaridades desse momento para repensarmos nossos conceitos?
Triblificadores epirogênicos de xinofinateliginina são uma droga. O que é droga?
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Capítulo XXIII
por tito peçanha leitão, o último biscoito do pacote
CAPÍTULO XXIII: TEX
7 de setembro de 2013
12:11 - Os 78 cientístas que trabalhavam freneticamente pela criação de uma nova droga para os rebeldes finalmente obtiveram êxito.
o TEX (Triblificador Epirogênico de Xinofinateliginina) era feito a partir do amianto do revestimento acústico do joelma plaza. Uma espécie de ecstasy. Aumentava vertiginosamente a concentração e diminuia o medo. O barato durava umas 2 horas. Os efeitos colaterais não podiam ser melhores: perda de sono, perda de apetite, perda de apetite sexual.
14:13 - a droga era distribuida pela primeira vez em doses reduzidas como forma de pagamento por serviços prestados à comunidade.
8 de setembro de 2013
97,3% da população de texugo city é viciada em TEX.
TEX se torna a moeda oficial de texugo city: as pessoas recebiam em TEX e trocavam pelo que quisessem: comida, água, "massagens estratégicas"... o tamanho (pouco menor que um tic-tac) facilitava o transporte e a troca mesmo em grande quantidade.
O serviço de vigilante de estação de metrô pagava 10 TEX por dia e era um espécie de referência. Um cozinheiro ganhava 8, um limpador de latrinas 27, um de jardineiro da "Horta da Saúde" 5, um militante de operações de risco 36, um membro registrado do GEME de 43 a 900 a depender da popularidade e um cientista da UFRT de 25 a 80.
1 litro de água custava 1 TEX, 1 panetone 3, 10 minutos de massagem estratégica de 5 a 100 TEX, de acordo com a popularidade do GEME em questão.
Deborah, a Rainha do Anal era, de acordo com uma pesquisa do famoso economista Paulo Emcoma, a pessoa mais bem paga de texugo city. Era a maior estrela do estilo fetiche do programa de satisfação sexual. Suas apresentações eram marcadas por grandes multidões e ejaculações precoces. Há boatos de que Lorena Heartcrasher lhe pagasse 5,000 TEX por noite.
Em uma noite apoteótica, onde as entradas chegariam a custar 150 TEX, Deborah se consagrou por ser a primeira mulher a ter, em público, relações sexuais com um advogado 2.0. Foram registradas 23 ejaculações precoces. 5 homens desmaiaram por excesso de excitação.
CAPÍTULO XXIII: TEX
7 de setembro de 2013
12:11 - Os 78 cientístas que trabalhavam freneticamente pela criação de uma nova droga para os rebeldes finalmente obtiveram êxito.
o TEX (Triblificador Epirogênico de Xinofinateliginina) era feito a partir do amianto do revestimento acústico do joelma plaza. Uma espécie de ecstasy. Aumentava vertiginosamente a concentração e diminuia o medo. O barato durava umas 2 horas. Os efeitos colaterais não podiam ser melhores: perda de sono, perda de apetite, perda de apetite sexual.
14:13 - a droga era distribuida pela primeira vez em doses reduzidas como forma de pagamento por serviços prestados à comunidade.
8 de setembro de 2013
97,3% da população de texugo city é viciada em TEX.
TEX se torna a moeda oficial de texugo city: as pessoas recebiam em TEX e trocavam pelo que quisessem: comida, água, "massagens estratégicas"... o tamanho (pouco menor que um tic-tac) facilitava o transporte e a troca mesmo em grande quantidade.
O serviço de vigilante de estação de metrô pagava 10 TEX por dia e era um espécie de referência. Um cozinheiro ganhava 8, um limpador de latrinas 27, um de jardineiro da "Horta da Saúde" 5, um militante de operações de risco 36, um membro registrado do GEME de 43 a 900 a depender da popularidade e um cientista da UFRT de 25 a 80.
1 litro de água custava 1 TEX, 1 panetone 3, 10 minutos de massagem estratégica de 5 a 100 TEX, de acordo com a popularidade do GEME em questão.
Deborah, a Rainha do Anal era, de acordo com uma pesquisa do famoso economista Paulo Emcoma, a pessoa mais bem paga de texugo city. Era a maior estrela do estilo fetiche do programa de satisfação sexual. Suas apresentações eram marcadas por grandes multidões e ejaculações precoces. Há boatos de que Lorena Heartcrasher lhe pagasse 5,000 TEX por noite.
Em uma noite apoteótica, onde as entradas chegariam a custar 150 TEX, Deborah se consagrou por ser a primeira mulher a ter, em público, relações sexuais com um advogado 2.0. Foram registradas 23 ejaculações precoces. 5 homens desmaiaram por excesso de excitação.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Ilustração IX
por danilo da perna torta
ILUSTRAÇÃO IX:
ACASO E PREDESTINAÇÃO
dizem que, no momento em que o pequeno bruno iha teve seu lampejo de inspiração e escreveu o poema que selaria o destino de texugo city, uma grande nuvem cinzenta 'pairou sobre os edifícios' da cidade, impedindo que o raio de sol que salvaria seu coraçãozinho das mágoas penetrasse pela janela de seu quarto.
ILUSTRAÇÃO IX:
ACASO E PREDESTINAÇÃO
dizem que, no momento em que o pequeno bruno iha teve seu lampejo de inspiração e escreveu o poema que selaria o destino de texugo city, uma grande nuvem cinzenta 'pairou sobre os edifícios' da cidade, impedindo que o raio de sol que salvaria seu coraçãozinho das mágoas penetrasse pela janela de seu quarto.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Capítulo XXII
por tito peçanha leitão, a última coca-cola do deserto
CAPÍTULO XXII:
AS 3 GRANDES MAZELAS DE TEXUGO CITY
Não, não vou falar de advogados.
Gilmar Vinagre e Danilo Taxidriver na reunião de cúpula do dia 5 de setembro chegaram à conclusão de que advogados não eram, por hora, o maior problema de texugo city. para ser mais preciso foi considerado o quarto problema mais grave.
Não havia muito o que fazer. Os advogados haviam formado uma massa compacta em torno dos muros. 23 milhões de acéfalos retardados empurrando os muros. Durante alguns dias os muros foram sistematicamente aumentados e alargados até que pararam de ceder. um equilíbrio grotesco.
Agora no interior da cidade a coisa tava à beira do caos. porquoi? por 3 motinos simples:
1) esgotamento dos entorpecentes. o último cigarro havia sido fumado há 13 dias, o último baseado há 17, a última gota de álcool foi bebida há 8, os últimos analgésicos foram engolidos há 11 e o último muffin de maconha foi comido há 9. Por dois dias a cidade passou fermentando xarope de groselha e biotônico fontoura. Mais um fumando cigarros "psicológicos" de cortiça e jornal. Mais três de vodka à base de detergente. Um último suspiro com água sanitária e acabou-se tudo. sobriedade total, fudeu.
entre os dias 25 de agosto e 5 de setembro 413 pessoas se suicidaram e 771 morreram intoxicadas. 6,667 pessoas foram diagnosticadas com depressão por Sigmund Chester, o psicanalista das estrelas.
78 dos 89 cientistas da UFRT trabalhavam deseperadamente para criar uma droga, qualquer droga, a partir de algum material abundante na cidade.
2) escassez de mulheres. havia exatamente 23 homens para cada mulher em texugo city. Uma pesquisa organizada pelo sexólogo Paulo P. Pinto revelaria que 88% dos homens não fazia sexo há pelo menos 10 dias. a mesma pesquisa apontaria também que 58% dos homens não fazia sexo há mais de 2 anos, mas isso não parece ser relevante para a estória. o que importa é que a coisa tava a ponto de explodir. não, "coisa" não tem um duplo sentido, mesmo porque sabemos que esse outro sentido não explode nessas circunstâncias.
a média de estupros por dia era 43. 173 suicídios parecem ter sido motivados pela abstinência.
a situação se acalmou um pouco quando Lorena Heartcrasher, lendária diretora pornô e membro honorário da resistência, aceitou dirigir um programa de satisfação sexual, lançado no dia 29 de agosto. Basicamente eram apresentadas em diferentes estações de metrô 4 estilos de peça pronô: Soft (também conhecido com "tradicional"), Hard Core (ou "putaria"), Fetiche (ou "sadô-masô") e Homoerótico. No final da peça os espectadores se dirigiam ao "Cafuné Erótico", onde tinham direito a 10 minutos de Glory Hole (usem a imaginação) com um "massageador estratégico" anônimo.
O GEME, Grupo Especial dos Massageadores Estratégicos, se tornaria em pouco tempo o grupo de interesses mais poderoso de texugo city.
47 membros do GEME, 38 mulheres e 9 homens, usavam variantes de "Julie Paramore" (Gemmie Paramore, Julambe Paramore, Julie Pegamais, Julie Gememore, etc...) como pseudônimos no momento da "interação".
Julie era sem dúvida o maior sex symbol de texugo city.
3) Falta de água. No dia 3 de setembro a água seria cortada por uma decisão estratégica do BOTOCS. As caixas d'agua estava cheias o suficiente para que a cidade cozinhasse e bebesse água por dois meses. Com o sistema de captação de água da chuva haveria água por praticamente tempo indefinido.
O problema crítico era a higiene. simplesmente não haveria água para higiene pessoal, limpeza, lavagem de roupas e esgoto.
em outras palavras: um puta de um fedor cruel.
Os fossos dos elevadors foram adaptados para servirem de latrinas e um razoável sistema de isolamento odorífico (existe essa palavra?) foi instaldo, mas a situação era grave. as pessoas estavam cada vez mais fedidas. o metrô estava insuportável.
CAPÍTULO XXII:
AS 3 GRANDES MAZELAS DE TEXUGO CITY
Não, não vou falar de advogados.
Gilmar Vinagre e Danilo Taxidriver na reunião de cúpula do dia 5 de setembro chegaram à conclusão de que advogados não eram, por hora, o maior problema de texugo city. para ser mais preciso foi considerado o quarto problema mais grave.
Não havia muito o que fazer. Os advogados haviam formado uma massa compacta em torno dos muros. 23 milhões de acéfalos retardados empurrando os muros. Durante alguns dias os muros foram sistematicamente aumentados e alargados até que pararam de ceder. um equilíbrio grotesco.
Agora no interior da cidade a coisa tava à beira do caos. porquoi? por 3 motinos simples:
1) esgotamento dos entorpecentes. o último cigarro havia sido fumado há 13 dias, o último baseado há 17, a última gota de álcool foi bebida há 8, os últimos analgésicos foram engolidos há 11 e o último muffin de maconha foi comido há 9. Por dois dias a cidade passou fermentando xarope de groselha e biotônico fontoura. Mais um fumando cigarros "psicológicos" de cortiça e jornal. Mais três de vodka à base de detergente. Um último suspiro com água sanitária e acabou-se tudo. sobriedade total, fudeu.
entre os dias 25 de agosto e 5 de setembro 413 pessoas se suicidaram e 771 morreram intoxicadas. 6,667 pessoas foram diagnosticadas com depressão por Sigmund Chester, o psicanalista das estrelas.
78 dos 89 cientistas da UFRT trabalhavam deseperadamente para criar uma droga, qualquer droga, a partir de algum material abundante na cidade.
2) escassez de mulheres. havia exatamente 23 homens para cada mulher em texugo city. Uma pesquisa organizada pelo sexólogo Paulo P. Pinto revelaria que 88% dos homens não fazia sexo há pelo menos 10 dias. a mesma pesquisa apontaria também que 58% dos homens não fazia sexo há mais de 2 anos, mas isso não parece ser relevante para a estória. o que importa é que a coisa tava a ponto de explodir. não, "coisa" não tem um duplo sentido, mesmo porque sabemos que esse outro sentido não explode nessas circunstâncias.
a média de estupros por dia era 43. 173 suicídios parecem ter sido motivados pela abstinência.
a situação se acalmou um pouco quando Lorena Heartcrasher, lendária diretora pornô e membro honorário da resistência, aceitou dirigir um programa de satisfação sexual, lançado no dia 29 de agosto. Basicamente eram apresentadas em diferentes estações de metrô 4 estilos de peça pronô: Soft (também conhecido com "tradicional"), Hard Core (ou "putaria"), Fetiche (ou "sadô-masô") e Homoerótico. No final da peça os espectadores se dirigiam ao "Cafuné Erótico", onde tinham direito a 10 minutos de Glory Hole (usem a imaginação) com um "massageador estratégico" anônimo.
O GEME, Grupo Especial dos Massageadores Estratégicos, se tornaria em pouco tempo o grupo de interesses mais poderoso de texugo city.
47 membros do GEME, 38 mulheres e 9 homens, usavam variantes de "Julie Paramore" (Gemmie Paramore, Julambe Paramore, Julie Pegamais, Julie Gememore, etc...) como pseudônimos no momento da "interação".
Julie era sem dúvida o maior sex symbol de texugo city.
3) Falta de água. No dia 3 de setembro a água seria cortada por uma decisão estratégica do BOTOCS. As caixas d'agua estava cheias o suficiente para que a cidade cozinhasse e bebesse água por dois meses. Com o sistema de captação de água da chuva haveria água por praticamente tempo indefinido.
O problema crítico era a higiene. simplesmente não haveria água para higiene pessoal, limpeza, lavagem de roupas e esgoto.
em outras palavras: um puta de um fedor cruel.
Os fossos dos elevadors foram adaptados para servirem de latrinas e um razoável sistema de isolamento odorífico (existe essa palavra?) foi instaldo, mas a situação era grave. as pessoas estavam cada vez mais fedidas. o metrô estava insuportável.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Capítulo XXI
por tito procópio peçanha
CAPÍTULO XXI: A INCRÍVEL E TRISTE ESTÓRIA DE BRUNO IHA E SEU DESTINO DESALMADO
Vocês devem estar se perguntando como teve continuidade a saga de bruno iha. Sendo essa estória não mais que um exercício sobre o alcance da estupidez humana não podemos nos despreender da evolução do agente empírico que, como o vôo da borboleta que causa um tufão na manchúria, é a origem primordial de toda a desgraça que aqui tão carinhosamente desenvolvemos.
No último episódio vimos como nosso ilustre anti-herói percebeu que sua jornada seria, para a infelicidade do personagem e para o bem geral da nação, totalmente solitária.
Bruno Iha sabia que era tarde demais para tentar salvar a vida de letícia, mas pensou que ainda poderia fazer um grande bem à humanidade com o grande poder que emanava do death note. Era só descrever as circunstâncias da morte e o destino de qualquer um estaria selado.
- qualquer um, sorriu
Infelizmente nosso leitores já sabem o futuro dessa saga e já estão cientes de que bruno não fez o favor de matar Marta Suplicy ou o terrível Dr. Yoshi com um meteorito, uma doença venérea de cabras ou com um figo envenenado.
O que os leitores não sabem é que Bruno Iha tinha uma concepção bastante peculiar de "bem para a humanidade". E um senso de humor ainda mais peculiar. Nosso infame pensador escreve, com um misto de ironia, insanidade e sabedoria, simplesmente:
Literatura - Márcia Goldschimit escreve um livro de sonetos eróticos e ganha o nóbel.
Leve estremecimento de prazer.
- genial.
A estranha sensação de alegria sincera e liberdade duraria 12 passos e 13 degraus.
- sangue
Os últmos degraus da escada estavam enxarcados de sangue. Um lento fio de líquido grosso e latejante escorria em direção ao chão de marmore carrara no hall. Explosão.
Um longo grito rasga o silêncio. múmia paralítica. Nos 30 segundos que se seguiram os tons se tornavam cada vez mais graves. Nos 7 segundos seguintes cada vez mais mórbidos. Nos últimos 8 segundos um grande ornitólogo diria que é o grito de vingança de um tucano esquizofrênico. 17 segundos de pausa. última e macabra nota de desespero.
Grave estremecimento de pavor.
- paff
descendo do terceiro para o segundo degrau bruno escorrega. suas mãos suadas agarram o corrimão. seus formosos quadris descem estabalhoadamente batendo nos últimos degaus até deslizar pelo sangue que cobria o chão. A mão se solta. A cabeça bate no primeiro degrau como um coco preenchido com concreto bateria num parachoque.
o corpo desce vagaroso. 156 segundos depois as gordas bochechas de Bruno iha se encostariam no gelado do piso e no pastoso do sangue.
- eu sabia que a gente boiava no mar vermelho mas não achei que era tão vermelho. deve ser coisa dos bizantinos.
continua no próximo episódio.
CAPÍTULO XXI: A INCRÍVEL E TRISTE ESTÓRIA DE BRUNO IHA E SEU DESTINO DESALMADO
Vocês devem estar se perguntando como teve continuidade a saga de bruno iha. Sendo essa estória não mais que um exercício sobre o alcance da estupidez humana não podemos nos despreender da evolução do agente empírico que, como o vôo da borboleta que causa um tufão na manchúria, é a origem primordial de toda a desgraça que aqui tão carinhosamente desenvolvemos.
No último episódio vimos como nosso ilustre anti-herói percebeu que sua jornada seria, para a infelicidade do personagem e para o bem geral da nação, totalmente solitária.
Bruno Iha sabia que era tarde demais para tentar salvar a vida de letícia, mas pensou que ainda poderia fazer um grande bem à humanidade com o grande poder que emanava do death note. Era só descrever as circunstâncias da morte e o destino de qualquer um estaria selado.
- qualquer um, sorriu
Infelizmente nosso leitores já sabem o futuro dessa saga e já estão cientes de que bruno não fez o favor de matar Marta Suplicy ou o terrível Dr. Yoshi com um meteorito, uma doença venérea de cabras ou com um figo envenenado.
O que os leitores não sabem é que Bruno Iha tinha uma concepção bastante peculiar de "bem para a humanidade". E um senso de humor ainda mais peculiar. Nosso infame pensador escreve, com um misto de ironia, insanidade e sabedoria, simplesmente:
Literatura - Márcia Goldschimit escreve um livro de sonetos eróticos e ganha o nóbel.
Leve estremecimento de prazer.
- genial.
A estranha sensação de alegria sincera e liberdade duraria 12 passos e 13 degraus.
- sangue
Os últmos degraus da escada estavam enxarcados de sangue. Um lento fio de líquido grosso e latejante escorria em direção ao chão de marmore carrara no hall. Explosão.
Um longo grito rasga o silêncio. múmia paralítica. Nos 30 segundos que se seguiram os tons se tornavam cada vez mais graves. Nos 7 segundos seguintes cada vez mais mórbidos. Nos últimos 8 segundos um grande ornitólogo diria que é o grito de vingança de um tucano esquizofrênico. 17 segundos de pausa. última e macabra nota de desespero.
Grave estremecimento de pavor.
- paff
descendo do terceiro para o segundo degrau bruno escorrega. suas mãos suadas agarram o corrimão. seus formosos quadris descem estabalhoadamente batendo nos últimos degaus até deslizar pelo sangue que cobria o chão. A mão se solta. A cabeça bate no primeiro degrau como um coco preenchido com concreto bateria num parachoque.
o corpo desce vagaroso. 156 segundos depois as gordas bochechas de Bruno iha se encostariam no gelado do piso e no pastoso do sangue.
- eu sabia que a gente boiava no mar vermelho mas não achei que era tão vermelho. deve ser coisa dos bizantinos.
continua no próximo episódio.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Ilustração VIII
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Ilustração VII
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Capítulo XX
por tito peçanha le couchon
CAPÍTULO XX:
PADRÕES DE DISPERSÃO E DEPRESSÃO
Até o dia 4 de setembro de 2013, 3 semanas após o início do Processi, pouca coisa mudou. Em texugo city como no mundo o desespero que se seguiu ao rompimento do Habeas Corpus (isolamento da área atingida pelo virus) ia pouco a pouco se transformando numa longa e silenciosa melancolia.
A epidemia se expandia como um bom e velho processo jurídico: devagar quase parando. e da mesma forma que não conseguira se livrar da estupidez burocrática dos advogados 1.0 as autoridades não conseguiam agora acabar com a incompetência mórbida dos advogados 2.0. lamentável.
Estudos feitos pelo SERINGA (Setor Especial de Registro, INspeção e Gestão de Atrocidades), órgão vinculado ao governo do BOTOCS, produziram os seguintes dados:
1) os advogados 2.0 não tinham se dispersado além de um raio de 1,933 km da sede da Agonizzi & Sons na Cidade do Texugo.
2) Já havia 54,771,700 individuos infectados com colhões.
3) em 2 meses o território nacional inteiro deveria ser atingido pela epidemia.
4) o BOTOCS já tinha conseguido desviar R$ 138,443,667,781 desde o início do Processi, sem contar as propinas recebidas da MEGACORP através da ONG de fachada ATSG.
5) Com a compra de imóveis, apreensão de propriedades cujos donos haviam morrido, a verba de reconstrução que poderia ser desviada, com a valorização das ações de empresas estrategiamente compradas e com a venda de medicamentos, os membros do BOTOCS e a MEGACORP calcularam que poderiam ainda ganhar 17 trilhões de dólares.
- dinheiro pra caralho, pensou Edson Bay, diretor do SERINGA
- dá para relaxar e gozar pro resto da vida e por mais 10 reencarnações, pensou Marta Suplicy
- Hiji mirigikata sushi arigato kitayamanana, pensou o terrível e honorável senhor Yoshi, presidente e acionista da MEGACORP.
Só que para que o plano maléfico desse certo era necessário que uma combinação bastante peculiar de fatores: a maior área possível do território precisaria ser infectado no menor espaço de tempo possível, precisaria haver o mínimo de resistência possível (para não danificar as propriedades) e, acima de tudo, era preciso que a cura fosse encontrada rapidamente, e de preferência que a patente fosse de um dos 247 laboratórios da MEGACORP.
Cada dia a menos sem a cura era um dia a mais de degradação das propriedades e cada obstrução da expansão da epidemia era uma cidade a menos para aplicar o golpe. bilhões e bilhões pareciam escapar por entre os dedos dos oportunistas.
No dia 3 de setembro, em uma reunião ultra-top-secret com o BOTOCS e a MEGACORP foi elaborado um plano tão perverso quanto a própria ambição de seus mentores. Foram estabelecidas 3 frentes de ação:
1) Combater a resistência de forma a maximizar as formas de captar propriedades e minimizar os danos às propriedades já adquiridas. prioridade para texugo city. Baixaram um decreto criminalizando toda e qualquer ação de resistência e cortaram a água e a luz das regiões atingidas.
2) intensificar as pesquisas em busca da cura para os colhões. inclui métodos como espionagem, uso de cobaias humanos e suborno.
3) Acelerar a expansão da epidemia em regiões estratégicas. Advogados eram literalmente trasportados para infectar regiões inteiras.
Poucos sabem que os aviões lotados de advogados 2.0 que cairam no dia 4 de setembro enquanto voavam clandestinamente sobre Paris, Londres, Berlin, Nova Iorque e San Francisco haviam sido preparados pela MEGACORP.
A gigante japonesa ganharia naquele dia US$ 1,772,429,728,551 apostando na queda das ações de empresas até então tidas como sólidas. A MEGACORP ganharia ainda com a intensificação pela busca de uma cura para o virus financiada por potências agora diretamente atingidas pela catástrofe.
Naquela noite 32 milhões de pessoas iriam às ruas de chicago ver o show histórico da dupla 50 cent & Maria Carey pela celebração da morte da cultura.
CAPÍTULO XX:
PADRÕES DE DISPERSÃO E DEPRESSÃO
Até o dia 4 de setembro de 2013, 3 semanas após o início do Processi, pouca coisa mudou. Em texugo city como no mundo o desespero que se seguiu ao rompimento do Habeas Corpus (isolamento da área atingida pelo virus) ia pouco a pouco se transformando numa longa e silenciosa melancolia.
A epidemia se expandia como um bom e velho processo jurídico: devagar quase parando. e da mesma forma que não conseguira se livrar da estupidez burocrática dos advogados 1.0 as autoridades não conseguiam agora acabar com a incompetência mórbida dos advogados 2.0. lamentável.
Estudos feitos pelo SERINGA (Setor Especial de Registro, INspeção e Gestão de Atrocidades), órgão vinculado ao governo do BOTOCS, produziram os seguintes dados:
1) os advogados 2.0 não tinham se dispersado além de um raio de 1,933 km da sede da Agonizzi & Sons na Cidade do Texugo.
2) Já havia 54,771,700 individuos infectados com colhões.
3) em 2 meses o território nacional inteiro deveria ser atingido pela epidemia.
4) o BOTOCS já tinha conseguido desviar R$ 138,443,667,781 desde o início do Processi, sem contar as propinas recebidas da MEGACORP através da ONG de fachada ATSG.
5) Com a compra de imóveis, apreensão de propriedades cujos donos haviam morrido, a verba de reconstrução que poderia ser desviada, com a valorização das ações de empresas estrategiamente compradas e com a venda de medicamentos, os membros do BOTOCS e a MEGACORP calcularam que poderiam ainda ganhar 17 trilhões de dólares.
- dinheiro pra caralho, pensou Edson Bay, diretor do SERINGA
- dá para relaxar e gozar pro resto da vida e por mais 10 reencarnações, pensou Marta Suplicy
- Hiji mirigikata sushi arigato kitayamanana, pensou o terrível e honorável senhor Yoshi, presidente e acionista da MEGACORP.
Só que para que o plano maléfico desse certo era necessário que uma combinação bastante peculiar de fatores: a maior área possível do território precisaria ser infectado no menor espaço de tempo possível, precisaria haver o mínimo de resistência possível (para não danificar as propriedades) e, acima de tudo, era preciso que a cura fosse encontrada rapidamente, e de preferência que a patente fosse de um dos 247 laboratórios da MEGACORP.
Cada dia a menos sem a cura era um dia a mais de degradação das propriedades e cada obstrução da expansão da epidemia era uma cidade a menos para aplicar o golpe. bilhões e bilhões pareciam escapar por entre os dedos dos oportunistas.
No dia 3 de setembro, em uma reunião ultra-top-secret com o BOTOCS e a MEGACORP foi elaborado um plano tão perverso quanto a própria ambição de seus mentores. Foram estabelecidas 3 frentes de ação:
1) Combater a resistência de forma a maximizar as formas de captar propriedades e minimizar os danos às propriedades já adquiridas. prioridade para texugo city. Baixaram um decreto criminalizando toda e qualquer ação de resistência e cortaram a água e a luz das regiões atingidas.
2) intensificar as pesquisas em busca da cura para os colhões. inclui métodos como espionagem, uso de cobaias humanos e suborno.
3) Acelerar a expansão da epidemia em regiões estratégicas. Advogados eram literalmente trasportados para infectar regiões inteiras.
Poucos sabem que os aviões lotados de advogados 2.0 que cairam no dia 4 de setembro enquanto voavam clandestinamente sobre Paris, Londres, Berlin, Nova Iorque e San Francisco haviam sido preparados pela MEGACORP.
A gigante japonesa ganharia naquele dia US$ 1,772,429,728,551 apostando na queda das ações de empresas até então tidas como sólidas. A MEGACORP ganharia ainda com a intensificação pela busca de uma cura para o virus financiada por potências agora diretamente atingidas pela catástrofe.
Naquela noite 32 milhões de pessoas iriam às ruas de chicago ver o show histórico da dupla 50 cent & Maria Carey pela celebração da morte da cultura.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Capítulo XIX
por danilo poliglótico
CAPÍTULO XIX: MORTE E VIDA SEVERINA
havia uma tremenda goteira na cozinha. o sorriso sem dentes denunciava nada além de uma boca banguela. desta vez era demais se levantar para buscar um pano, não havia porque enxugar qualquer coisa que fosse, simplesmente não havia força neste mundo que valesse a pena. as pequenas colônias de musgos sobreviventes nas fendas de azulejos voltavam agora ao seu fundo de mar ideal, recusavam a primeira leva de água como se não a reconhecessem, obrigavam-na a cercá-la para então aceitá-la de uma só vez, quando estivessem certas de que era para sempre. e a água ia tomando, continente por continente, todo o meu mundo gelado, selando sob sua capa de vidro qualquer lembrança de um toque seco. o teto precisava era de um reparo; não era grande coisa, uma escada, um balde, alguns panos, a boa e velha massa corrida e uma colher de pedreiro. com certeza, pensou, isso me bastaria. estava agora quase convencido de que valia a pena se levantar, imaginava o toque do cabo de madeira, o estampido da lata abrindo que fazia pular os farelos de massa seca e a primeira força que se faz ao furar a superfície sólida, alcançando o miolo mole e torcendo tudo, misturando, mexendo até ficar no ponto. ah, pegar aquela primeira porção de massa e atirar desajeitada no buraco, desacreditar por um segundo que aquilo possa vir a ficar sequer aceitável, ir espalhando, alisando, alisando, tirar o excesso, alisar, raspar e... está bom de novo! descer da escada com um suspiro de satisfação, ter que esperar alguns segundos até que o torcicolo lhe permita olhar novamente para cima e admirar o serviço completo. isto, isto vale se levantar. deu um impulso e a cabeça veio repousar novamente no chão. -bravo, idiota, desta vez quase acreditou que poderia levantar de novo. sentiu um formigamento nas pernas e imaginou que talvez fosse a água já tivesse chegado lá.
CAPÍTULO XIX: MORTE E VIDA SEVERINA
havia uma tremenda goteira na cozinha. o sorriso sem dentes denunciava nada além de uma boca banguela. desta vez era demais se levantar para buscar um pano, não havia porque enxugar qualquer coisa que fosse, simplesmente não havia força neste mundo que valesse a pena. as pequenas colônias de musgos sobreviventes nas fendas de azulejos voltavam agora ao seu fundo de mar ideal, recusavam a primeira leva de água como se não a reconhecessem, obrigavam-na a cercá-la para então aceitá-la de uma só vez, quando estivessem certas de que era para sempre. e a água ia tomando, continente por continente, todo o meu mundo gelado, selando sob sua capa de vidro qualquer lembrança de um toque seco. o teto precisava era de um reparo; não era grande coisa, uma escada, um balde, alguns panos, a boa e velha massa corrida e uma colher de pedreiro. com certeza, pensou, isso me bastaria. estava agora quase convencido de que valia a pena se levantar, imaginava o toque do cabo de madeira, o estampido da lata abrindo que fazia pular os farelos de massa seca e a primeira força que se faz ao furar a superfície sólida, alcançando o miolo mole e torcendo tudo, misturando, mexendo até ficar no ponto. ah, pegar aquela primeira porção de massa e atirar desajeitada no buraco, desacreditar por um segundo que aquilo possa vir a ficar sequer aceitável, ir espalhando, alisando, alisando, tirar o excesso, alisar, raspar e... está bom de novo! descer da escada com um suspiro de satisfação, ter que esperar alguns segundos até que o torcicolo lhe permita olhar novamente para cima e admirar o serviço completo. isto, isto vale se levantar. deu um impulso e a cabeça veio repousar novamente no chão. -bravo, idiota, desta vez quase acreditou que poderia levantar de novo. sentiu um formigamento nas pernas e imaginou que talvez fosse a água já tivesse chegado lá.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Capítulo XVIII
Por tito peçanha leitão, o ultimo cigarro de texugo city
CAPÍTULO XVIII: HAVE A CIGAR
23 de agosto de 2013
Sete horas da manhã. Sentado na privada de um banheiro fétido no trigésimo segundo andar da torre joelma plaza o jovem músico independente David Magalhães observava tranquilamente, atravéz de uma enorme rachadura na parede, um grupo de senhoras decreptas plantar algumas batatas ao lado do que fora há décadas uma prisão de segurança máxima no centro da cidade do texugo. e fumava, fumava com um prazer indescritível.
David sabia que se Murilo Morisson, um dos 14 rebeldes que dormiam com ele no que fora uma sala de espera de um psicanalista conceituado, descobrisse que ele havia fumado seus 3 últimos cigarros provavelmente seria espancado.
- para ser otimista
Nosso herói os havia furtado da latinha de altoids onde o colega os guardava enquanto esse dormia e aproveitava seu turno de vigia na estação do metrô "Cintilante Dente Canino do Texugo" para fumá-los às escondidas.
O que nosso pequeno companheiro não sabia é que fumava naquele momento o que seria o último cigarro de texugo city - e possivelmente o último cigarro num raio de 100 kilômetros.
Murilo Morisson era membro fundador da Juventude Maconheira (JUMA) e mentor do audacioso plano de manter uma plantação de maconha nos jardins de Texugo City. Conseguira apenas 10 metros quadrados para tal, pois Gilmar Vinagre havia concedido 788 metros quadrados ao "projeto horta da saúde", da Casa do Pão de Queijo, grupo de interesse das velhas liderado por Vilma Vinagre, mãe de Gilmar.
Murilo largara a escola no segundo colegial para abrir uma loja de panetones visconti no metrô Cintilante Dente do Texugo. Ganhava US$ 900,000 por mês vendendo panetones de maconha a clientes, por assim dizer, especiais.
Desde o início do Processi já faturara 3,628,991 cigarros. Fumara 831 e reinvestira os demais na produção. perdera quase tudo com a crise energética. Seus últimos panetones de maconha seriam roubados. Trocaria seus últimos 188 panetones "tradicionais" por uma lata de altoids com 10 cigarros e se inscreveria como guarda do metrô.
Se controlando como uma elefanta grávida com catapora descendo vagarosamente por uma longa escada de corda cheia de musgo em direção a uma lagoa num calor de 45 graus, Murilo consegue passar o dia 22 de agosto com apenas 7 cigarros.
no dia seguinte, enquanto descia pelas escadas de incêndio os 32 andares do edifício joelma plaza que o separavam da entrada do metrô nosso querido tabagista acariciava obsessivamente a caixinha de metal onde guardava os preciosos compridinhos. Murilo suava. a lata quente, molhada em suas mãos.
- quando chegar lá embaixo
chegou. abriu a latinha.
vazio.
Murilo não teve forças sequer para gritar. sentou-se lentamente como apenas um velho se sentaria. apoiou a cabeça pesada sobre os joelhos e chorou. chorou talvez porque não lhe ocorreu amaldiçoar. seria desespero se não fosse melancólico, seria melancolia se não fosse desesperado. era nada, vazio.
infeliz, talvez. triste apenas como mãos vazias.
32 andares acima David encostaria suavemente a cabeça na parede, deixa o filtro cigarro cair no chão. quase chorava, solitário, a ausência de seu violão.
CAPÍTULO XVIII: HAVE A CIGAR
23 de agosto de 2013
Sete horas da manhã. Sentado na privada de um banheiro fétido no trigésimo segundo andar da torre joelma plaza o jovem músico independente David Magalhães observava tranquilamente, atravéz de uma enorme rachadura na parede, um grupo de senhoras decreptas plantar algumas batatas ao lado do que fora há décadas uma prisão de segurança máxima no centro da cidade do texugo. e fumava, fumava com um prazer indescritível.
David sabia que se Murilo Morisson, um dos 14 rebeldes que dormiam com ele no que fora uma sala de espera de um psicanalista conceituado, descobrisse que ele havia fumado seus 3 últimos cigarros provavelmente seria espancado.
- para ser otimista
Nosso herói os havia furtado da latinha de altoids onde o colega os guardava enquanto esse dormia e aproveitava seu turno de vigia na estação do metrô "Cintilante Dente Canino do Texugo" para fumá-los às escondidas.
O que nosso pequeno companheiro não sabia é que fumava naquele momento o que seria o último cigarro de texugo city - e possivelmente o último cigarro num raio de 100 kilômetros.
Murilo Morisson era membro fundador da Juventude Maconheira (JUMA) e mentor do audacioso plano de manter uma plantação de maconha nos jardins de Texugo City. Conseguira apenas 10 metros quadrados para tal, pois Gilmar Vinagre havia concedido 788 metros quadrados ao "projeto horta da saúde", da Casa do Pão de Queijo, grupo de interesse das velhas liderado por Vilma Vinagre, mãe de Gilmar.
Murilo largara a escola no segundo colegial para abrir uma loja de panetones visconti no metrô Cintilante Dente do Texugo. Ganhava US$ 900,000 por mês vendendo panetones de maconha a clientes, por assim dizer, especiais.
Desde o início do Processi já faturara 3,628,991 cigarros. Fumara 831 e reinvestira os demais na produção. perdera quase tudo com a crise energética. Seus últimos panetones de maconha seriam roubados. Trocaria seus últimos 188 panetones "tradicionais" por uma lata de altoids com 10 cigarros e se inscreveria como guarda do metrô.
Se controlando como uma elefanta grávida com catapora descendo vagarosamente por uma longa escada de corda cheia de musgo em direção a uma lagoa num calor de 45 graus, Murilo consegue passar o dia 22 de agosto com apenas 7 cigarros.
no dia seguinte, enquanto descia pelas escadas de incêndio os 32 andares do edifício joelma plaza que o separavam da entrada do metrô nosso querido tabagista acariciava obsessivamente a caixinha de metal onde guardava os preciosos compridinhos. Murilo suava. a lata quente, molhada em suas mãos.
- quando chegar lá embaixo
chegou. abriu a latinha.
vazio.
Murilo não teve forças sequer para gritar. sentou-se lentamente como apenas um velho se sentaria. apoiou a cabeça pesada sobre os joelhos e chorou. chorou talvez porque não lhe ocorreu amaldiçoar. seria desespero se não fosse melancólico, seria melancolia se não fosse desesperado. era nada, vazio.
infeliz, talvez. triste apenas como mãos vazias.
32 andares acima David encostaria suavemente a cabeça na parede, deixa o filtro cigarro cair no chão. quase chorava, solitário, a ausência de seu violão.
Capítulo XVII
por Tito Peçanha Le Couchon (Narração) e Carlos Elias 2.0 (Caderno)
CAPÍTULO XVII:
MORTE - O ALTO CUSTO DA VIDA
Lembram do doce e inocente bruno iha? do pueril e solitário responsável por essa infinita tragédia? É parte da sequência de sua infame trajetória que esse capítulo deve recuperar.
Depois de jurar vingança à raça dos advogados carnívoros e decidir que salvaria seus pais e sua querida vuela nosso famigerado e infeliz anti-herói teve umaa estranha idéia:
- nunca conseguirei fazer isso sozinho.
é. pelo jeito não estava no conhecido humor "lobo solitário". e definitivamente não lembrou do velho ditado "antes só do que mal acompanhado". pensou:
- porque não o Carlos? ele sempre manteve um profundo desejo por vingança, mora aqui perto e conhece o inimigo como ninguém.
Carlos havia sido promovido a Xerocador de Contratos Júnior na Agonizzi & Sons na semana anterior.
Bruno vestiu sua camisa preferida, onde se lia "eu fui a Quixeramubim no Rio Grande do Norte e vi o maior Cajueiro do Mundo" e saiu em direção a casa do amigo armado apenas com um chaco, a faca de cortar panetones de sua dulce vuela e 12 caixas de fósforos.
Não pegou o carro - sua mãe o mataria se soubesse que dirigiu sozinho num dia de lua cheia. A bicicleta estava quebrada, para variar. foi a pé.
As ruas estavam estranhamente vazias.
Chegou. pela primeira vez em anos viu o portão aberto.
- estranho.
Entrou. Foi até a porta. A chave estava lá, destrancou.
- Merda
Havia machucado o dedo ao virar a maçaneta, para variar. bosta de porta.
Entrou. Ninguém, subiu as escadas.
Quarto de Carlos. ninguém. nada de estranho, apenas um enorme poster de Jim Morrison completamente nu e um caderno preto fechado sobre a mesa. dois pensamentos.
1) completamente gay
2) porque não ler?
Na capa se lia em letras prateadas "Death Note". Abriu. Apenas a primeira página havia sido usada. Caneta bic azul.
- nipeless
Bruno estava sozinho.
- Merda, pensou o personagem
- Thank God, pensou o autor
CAPÍTULO XVII:
MORTE - O ALTO CUSTO DA VIDA
Lembram do doce e inocente bruno iha? do pueril e solitário responsável por essa infinita tragédia? É parte da sequência de sua infame trajetória que esse capítulo deve recuperar.
Depois de jurar vingança à raça dos advogados carnívoros e decidir que salvaria seus pais e sua querida vuela nosso famigerado e infeliz anti-herói teve umaa estranha idéia:
- nunca conseguirei fazer isso sozinho.
é. pelo jeito não estava no conhecido humor "lobo solitário". e definitivamente não lembrou do velho ditado "antes só do que mal acompanhado". pensou:
- porque não o Carlos? ele sempre manteve um profundo desejo por vingança, mora aqui perto e conhece o inimigo como ninguém.
Carlos havia sido promovido a Xerocador de Contratos Júnior na Agonizzi & Sons na semana anterior.
Bruno vestiu sua camisa preferida, onde se lia "eu fui a Quixeramubim no Rio Grande do Norte e vi o maior Cajueiro do Mundo" e saiu em direção a casa do amigo armado apenas com um chaco, a faca de cortar panetones de sua dulce vuela e 12 caixas de fósforos.
Não pegou o carro - sua mãe o mataria se soubesse que dirigiu sozinho num dia de lua cheia. A bicicleta estava quebrada, para variar. foi a pé.
As ruas estavam estranhamente vazias.
Chegou. pela primeira vez em anos viu o portão aberto.
- estranho.
Entrou. Foi até a porta. A chave estava lá, destrancou.
- Merda
Havia machucado o dedo ao virar a maçaneta, para variar. bosta de porta.
Entrou. Ninguém, subiu as escadas.
Quarto de Carlos. ninguém. nada de estranho, apenas um enorme poster de Jim Morrison completamente nu e um caderno preto fechado sobre a mesa. dois pensamentos.
1) completamente gay
2) porque não ler?
Na capa se lia em letras prateadas "Death Note". Abriu. Apenas a primeira página havia sido usada. Caneta bic azul.
- nipeless
Letícia A. Morsa - Letícia não morreu, foi Morta.
Quando Carlos começou a estagiar na Agonizzi & Sons já imaginava que talvez nunca se tornasse mais que um cadáver adiado que procria, mas nunca cogitou a possibilidade de que em algum dia seu único desejo fosse alimentar-se de carne humana viva.
Nem Letícia.
Quando, por coincidência, encontrou Carlitos não notou, desatenta que era, as suas feridas podres e sanguinolentas, o seu andar lento, retardado e o seu olhar oblíquo e mórbido. Logo foi abraçá-lo.
- Carlitos, querido, como vai?
Carlos já mordia seu pescoço, seus braços (que ainda em vida afirmava que eram gostosos), seus seios, seu ventre, suas pernas. E Letícia tentava se desvencilhar. Não conseguia. Carlos a prendia firmemente enquanto alimentava-se da sua carne.
Quando Carlos começou a estagiar na Agonizzi & Sons já imaginava que talvez nunca se tornasse mais que um cadáver adiado que procria, mas nunca cogitou a possibilidade de que em algum dia seu único desejo fosse alimentar-se de carne humana viva.
Nem Letícia.
Quando, por coincidência, encontrou Carlitos não notou, desatenta que era, as suas feridas podres e sanguinolentas, o seu andar lento, retardado e o seu olhar oblíquo e mórbido. Logo foi abraçá-lo.
- Carlitos, querido, como vai?
Carlos já mordia seu pescoço, seus braços (que ainda em vida afirmava que eram gostosos), seus seios, seu ventre, suas pernas. E Letícia tentava se desvencilhar. Não conseguia. Carlos a prendia firmemente enquanto alimentava-se da sua carne.
Bruno estava sozinho.
- Merda, pensou o personagem
- Thank God, pensou o autor
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
intervalo da metralhadora
eu estou estudando para recs, márcio e danilo (acho que danilo está juntinho) estão viajando. portanto aproveitem agora que a dupla zamboni não está publicando sua metralhadora de capítulos e publiquem suas partes. é bom que eles deêm uma brecha para os outros psotarem e se acostumarem com a história que eles tão conduzindo praticamente sozinhos.
Assinar:
Postagens (Atom)

